
Semurb identificou pontos de erosão e estruturas rochosas que podem desabar sobre banhistas; placas de advertência começam a ser instaladas nesta sexta-feira 30 - 30/10/2026
Ponta do Morcego tem risco de desmoronamento de rochas
Local receberá placas de advertência nos próximos dias; imóveis construídos na área foram avaliados e não correm risco — Foto: José Aldenir
A Prefeitura do Natal anunciou nesta quinta-feira 29 uma série de medidas para prevenir acidentes provocados pelo risco de desmoronamento de rochas na Ponta do Morcego, localizada entre as praias de Areia Preta e dos Artistas, na Zona Leste da capital. Um diagnóstico elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) identificou pontos de erosão nas formações rochosas da região, incluindo cavidades que podem desabar devido à ação contínua das ondas.
A orientação da gestão municipal é que banhistas e frequentadores evitem permanecer junto à base das falésias ou subir nas rochas. Apesar dos riscos identificados, a Prefeitura descartou a necessidade de interditar a praia e informou que os imóveis existentes na área apresentam condições seguras de utilização.
As conclusões foram apresentadas durante entrevista coletiva convocada pela Semurb, com participação de representantes da Defesa Civil e de profissionais responsáveis pelas avaliações técnicas. A partir desta sexta-feira 30, a Prefeitura começará a instalar placas de advertência para informar a população sobre os trechos que oferecem perigo. A fiscalização também será reforçada, principalmente durante os períodos de maré baixa, quando a faixa de areia fica mais acessível e os frequentadores conseguem se aproximar das cavidades existentes sob as formações rochosas. O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Sérgio Pinheiro, explicou que o problema foi identificado a partir de informações encaminhadas ao Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Conplam), com participação de representantes da área de geologia. Segundo ele, a situação já vinha sendo acompanhada desde o final de 2024, quando surgiram os primeiros alertas sobre as condições das rochas.
A Semurb realizou um levantamento com profissionais das áreas de geologia, meio ambiente e engenharia. Uma nova vistoria, feita a partir de julho deste ano, permitiu aprofundar o diagnóstico e identificar os pontos que exigem medidas preventivas. A partir dos resultados, a secretaria articulou a participação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil na elaboração do plano de segurança.
Sérgio Pinheiro explicou que as cavidades existentes na base das rochas são frequentemente utilizadas por pessoas que procuram sombra durante a permanência na praia. O problema é que o desgaste provocado pelo contato constante com a água do mar compromete a sustentação dessas estruturas.
De acordo com Pinheiro, o levantamento identificou diferentes pontos nessa situação, inclusive locais onde já ocorreram desmoronamentos. Até o momento, segundo ele, não houve registro de pessoas atingidas nesses episódios.
O desgaste das formações rochosas também está associado à ação das chuvas e dos ventos, que contribuem para a erosão natural da área. A combinação desses fatores pode provocar o desprendimento de blocos de diferentes tamanhos, representando perigo para quem estiver sentado, caminhando ou descansando próximo aos paredões.
A preocupação da Prefeitura envolve especialmente os frequentadores que utilizam as cavidades como abrigo do sol ou instalam cadeiras na faixa de areia imediatamente abaixo das rochas. Nesses pontos, uma eventual queda de material pode ocorrer sem que os banhistas tenham tempo suficiente para se afastar.Fonte Agora RN.
Faça Seu Comentário:
Comentários
disse:
em 01/01/1970 - 12:01
