
Candidato cita propostas ao explicar proposta de “redemocratizar o país”; PP, União Brasil, Novo e Republicanos anunciam apoio - 08/10/2026
Flávio defende redução da maioridade, fim da reeleição e reforma no Judiciário
Candidato do PL em coletiva ao lado de lideranças do PP e do União Brasil ontem — Foto: Instagram/Reprodução O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira 7 que caberá ao Congresso definir a duração do mandato presidencial em uma eventual aprovação do fim da reeleição. Ao explicar sua declaração na véspera sobre mudar a Constituição para “redemocratizar o país”, o senador apresentou propostas defendidas na campanha e deixou aberta a possibilidade de ampliar o mandato de quatro para cinco anos.
“É o Congresso que vai definir os critérios, se vai ser mandato de 4 ou 5 anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador”, declarou. Flávio disse que, se eleito, pretende priorizar a proposta: “Eu vou usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar essa PEC [do fim da reeleição] para redemocratizar o nosso país.”
Além do fim da reeleição, o candidato mencionou a redução da maioridade penal, reformas do Judiciário e do sistema político e alterações na reforma tributária. “Tem várias PECs que são possíveis”, respondeu aos jornalistas.
As explicações ocorreram um dia depois de Flávio defender, em Goiânia, o uso da vantagem da direita no Congresso para promover mudanças constitucionais. Nesta quarta, ele afirmou que o Brasil não vive uma democracia plena e disse que “o Brasil tem que voltar ao normal, apenas isso”.
O senador negou que a proposta represente uma tentativa de executar planos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
“Qualquer coisa diferente disso é especulação. Eu já vi gente começar a dizer: ‘ah, agora o Flávio, com esse Congresso com ampla maioria, ele vai fazer o que o pai dele não fez’. Vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real. Para de fazer torcida”, afirmou.
Flávio também sustentou que a composição do Congresso favorece sua candidatura e seria incompatível com a continuidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PL conquistou as maiores bancadas nas duas Casas, com 121 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados e 28 das 81 vagas do Senado.
“O Congresso […] está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro e não tem como encaixar uma peça diferente dessa. Se esse atual presidente continuasse, ele simplesmente seria incompatível com este Congresso. Pior ainda, é incompatível com os critérios para indicação de ministro Supremo”, declarou.
Ao tratar da relação entre os poderes, o candidato afirmou que adotará “ponderação, segurança jurídica, respeito à Constituição e respeito à política”. Também fez críticas envolvendo a atuação da Presidência e do Supremo Tribunal Federal em relação à imprensa.
“Não vai ter presidente da República passando a mão no telefone ameaçando o dono de veículo de comunicação. Não vai ter presidente da República combinando com um amigo no Supremo para fazer busca e apreensão na fonte de vocês, jornalistas”, disse.
As declarações foram dadas após Flávio receber o apoio formal do PP e do União Brasil, acompanhado de integrantes das duas legendas. Na sequência, o candidato reuniu-se com a bancada do Novo, que também anunciou adesão à campanha. À noite, o Republicanos confirmou apoio ao presidenciável.Fonte Agora RN.
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
