Eleições 2026 - 28/09/2026

Intervenções do STF em decisões eleitorais aumentam racha com o TSE

                                                                 Créditos: Gustavo Moreno/STF                                                                                                                 

As eleições de 2026 registram um cenário de atrito institucional sem precedentes entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pelo menos quatro episódios recentes evidenciaram a atuação direta de ministros do Supremo, especificamente Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, em processos com impacto direto na corrida presidencial, antecipando-se ou revertendo medidas adotadas pela Corte Eleitoral.

O movimento tem intensificado o clima de polarização interna e escancarado divergências entre as duas cortes. Atualmente, o TSE é presidido pelo ministro Nunes Marques, tendo André Mendonça como vice (ambos indicados pelo ex-presidento Jair Bolsonaro). Em contrapartida, Dino, Gilmar e Moraes foram nomeados por Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, respectivamente. O desgaste institucional ainda é agravado por ruídos paralelos, como denúncias envolvendo o caso do Banco Master.

O episódio mais recente ocorreu nesse domingo (27) quando o ministro Flávio Dino cassou uma decisão do TSE que determinava a remoção de 1.125 publicações nas redes sociais. Os posts associavam falsamente o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um suposto projeto de lei para retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A narrativa falsa, impulsionada por perfis de esquerda desde a noite alcançou quase 1 milhão de publicações em menos de três dias, tornando-se o terceiro maior tema político nas redes em 2026. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça (TSE) havia ordenado a retirada do conteúdo por considerá-lo “notoriamente inverídico”. Contudo, Dino derrubou a ordem a pedido do humorista Antonio Tabet, cujo post havia sido censurado, estendendo o efeito a outras postagens com o mesmo fundamento.

Com informações do Estadão

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01