
Exclusão de pescados da nova sobretaxa americana reabre principal mercado da indústria potiguar; setor projeta US$ 30 milhões em exportações, recuperação da fro - 17/07/2026
Pesca industrial do RN inicia retomada de fôlego após alívio tarifário dos EUA
Atum e outros pescados do RN voltará a ser exportado para os EUA - Foto: Sindipesca-RN
A indústria da pesca oceânica do Rio Grande do Norte voltou a enxergar perspectiva de recuperação após quase um ano marcado por incertezas, paralisações e perda de competitividade no principal mercado consumidor de seus produtos. Com a exclusão de atum, lagosta e outros pescados da lista de produtos atingidos pela nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos, o setor espera retomar as exportações aos padrões anteriores ao tarifaço imposto pelo governo do presidente Donald Trump. A expectativa do Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN) é embarcar cerca de US$ 30 milhões em pescado para o mercado americano ainda em 2026, recuperando parte das perdas acumuladas desde o início da disputa comercial entre os dois países.
Para o presidente do Sindipesca-RN, Arimar França Filho, o alívio representa a possibilidade de reconstrução de uma cadeia produtiva que sofreu uma das maiores crises de sua história recente. Segundo ele, a sequência de tarifas elevadas tornou inviável boa parte das operações voltadas aos Estados Unidos, principal destino do atum fresco produzido no Estado. “Depois de um longo período de negociações, voltaremos praticamente ao cenário anterior ao tarifaço. É um alívio para toda a cadeia produtiva. Nossa expectativa é exportar cerca de US$ 30 milhões este ano e iniciar um processo de recuperação da atividade”, afirma. Hoje, a indústria da pesca gera aproximadamente 1.500 empregos formais no Rio Grande do Norte, além de milhares de ocupações indiretas ligadas à captura, beneficiamento, transporte e logística.
A crise começou em abril de 2025, quando o governo Trump instituiu uma tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Nos meses seguintes, a escalada comercial levou à aplicação de sobretaxas que chegaram a elevar a carga tarifária para 50% sobre diversos produtos exportados pelo Brasil. Embora parte dos setores tenha sido posteriormente contemplada com exceções, a pesca oceânica permaneceu entre as atividades mais afetadas durante boa parte do período. O resultado foi imediato: embarcações deixaram de sair para o mar, contratos de exportação foram cancelados e empresas passaram a reduzir suas operações diante da perda de competitividade frente a fornecedores de outros países. Fonte Agora RN.
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
