Com renda em alta e juros elevados, famílias priorizam quitação de débitos; percentual de contas em atraso recua para 22,7%, menor nível para maio desde 2015 - 16/06/2026

Natal vai na contramão do País e tem a menor inadimplência em 11 anos

Conta                                                                Consumidores potiguares, notadamente natalenses, estão pagando as contas para evitar juros elevados no País - Foto: José Aldenir                                                                                                                              

As famílias de Natal estão conseguindo colocar as contas em dia em um ritmo que não era observado há mais de uma década. A inadimplência na capital potiguar recuou para o menor patamar registrado para o mês de maio desde o início da série histórica recente, em 2015, refletindo uma combinação de aumento da renda, mercado de trabalho mais aquecido e uma postura mais cautelosa diante do elevado custo do crédito.

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto Fecomércio RN (IFC), mostram que apenas 22,7% das famílias natalenses tinham contas em atraso em maio deste ano. O índice representa uma queda de 16,2 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2025, quando a inadimplência alcançava 38,9%.

Na comparação com abril deste ano, a redução foi de 1,8 ponto percentual, reforçando uma tendência de melhora que vem sendo observada ao longo dos últimos meses.

O resultado ganha relevância porque ocorre em um ambiente de juros elevados, que tem levado consumidores a rever prioridades financeiras. Em vez de ampliar o consumo, parte das famílias tem direcionado recursos extras para a quitação de débitos e reorganização do orçamento doméstico.

Para o economista do Instituto Fecomércio RN, Wilson Figueiredo, a redução da inadimplência está diretamente ligada à melhora das condições de renda e emprego observadas no Estado.

“Isso é renda crescendo. As pessoas com emprego, renda. E aí está sobrando um dinheirinho extra e as pessoas estão colocando suas contas em dia. Os juros estão muito altos. Então, é melhor colocar a conta em dia do que pagar juros”, afirma.Fonte Agora RN.

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Comentários

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em 01/01/1970 - 12:01