Segundo o governo, cerca de 60% da dívida consolidada atual do Estado é composta por precatórios originados em outras gestões - 25/02/2026

Dívida do RN foi a que mais cresceu entre os estados em 2025, diz relatório

Sede do GoveRio Grande do Norteo RN centro administrativo (16)                                                      Governo destaca que dívida aumentou na atual gestão, mas em ritmo significativamente menor do que a evolução da receita - Foto: José Aldenir/Agora RN                                                                                        

A dívida do Rio Grande do Norte foi a que mais cresceu entre os estados brasileiros ao longo de 2025. De acordo com dados reunidos pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a alta no endividamento foi de 35% no período, saindo de R$ 7,2 bilhões em 2024 para R$ 9,7 bilhões no fim do ano passado.

Os números foram divulgados nesta terça-feira 24 pela STN dentro do boletim RREO em Foco. A nova edição do documento traz as principais informações sobre a execução orçamentária dos estados registradas no fim de 2025 (6º bimestre).

Das 27 unidades da federação, a dívida cresceu em 17. Além do RN, que lidera o ranking, as maiores evoluções aconteceram no Maranhão (+33%), em Roraima (+27%) e na Paraíba (+20%). Na outra ponta do ranking, as principais reduções ocorreram em Sergipe (-15%), no Mato Grosso (-14%) e no Acre (-11%).

Em um café da manhã com jornalistas no dia 11 de fevereiro, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, afirmou que cerca de 60% da dívida consolidada atual do Estado é composta por precatórios originados em outras gestões. Precatórios são dívidas que o Estado tem após perder ações na Justiça.

De acordo com ele, tirando os precatórios, a dívida consolidada do Estado está na casa dos R$ 3,7 bilhões, representando 19,06% da receita corrente líquida (RCL). Cadu afirma que, em 2018, antes de a governadora Fátima Bezerra (PT) assumir a gestão, a dívida estava em R$ 3,3 bilhões, mas a proporção sobre a receita era de 36,77%.

Ou seja: segundo a análise da Sefaz, em sete anos, a dívida aumentou, porém em um ritmo significativamente menor do que a evolução da receita. Fonte Agora RN

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01