
Ideia foi ouvir as pessoas que vêm tocando as apurações para tomar pé do atual estágio do caso - 14/02/2026
Master: Mendonça se reúne com PF para mapear estágio da investigação
André Mendonça foi sorteado para o caso após Dias Toffoli decidir deixar o posto em meio à crise aberta por relatório da PF - Foto: Carlos Moura
Novo relator do caso Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu, na tarde desta sexta-feira 13, com os responsáveis na Polícia Federal pelas investigações envolvendo o banco de Daniel Vorcaro. A reunião durou cerca de uma hora e meia.
Participaram da reunião, além de Mendonça, membros da equipe do gabinete dele e alguns delegados da PF, como a delegada Janaína Palazzo, responsável pelos interrogatórios do inquérito sobre o Banco Master. De acordo com auxiliares do ministro, a reunião ocorreu de forma semi-virtual, pois o ministro do STF está em São Paulo. A ideia é ouvir as pessoas que vêm tocando as apurações para tomar pé do atual estágio do caso, além de poder se preparar para o que vai ocorrer daqui pra frente.
Mendonça foi sorteado na quinta-feira 12 como novo relator do caso envolvendo o Master, após Dias Toffoli decidir deixar o posto em meio à crise aberta pela divulgação de relatório da Polícia Federal (PF) que cita seu nome.
Nos bastidores, interlocutores de Mendonça afirmam que a palavra de ordem é “serenidade e responsabilidade”.
A expectativa é de que o ministro não faça manifestações públicas neste primeiro momento e conduza o caso com discrição, evitando ampliar a turbulência que marcou a fase anterior do processo. O ministro deve analisar uma eventual ida das investigações para a primeira instância, mas deve manter inicialmente o caso do STF.
A redistribuição ocorreu por sorteio, como prevê o regimento interno da Corte. A decisão de Toffoli foi tomada depois de reunião convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para apresentar aos colegas o conteúdo do relatório da PF com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Esta é a segunda vez que um inquérito inicialmente relatado por Toffoli passa às mãos de Mendonça. Em 2025, ele também foi sorteado relator da investigação sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que vinha sendo conduzida por Toffoli.
Toffoli nega ter gravado sessão reservada do STF
Nesta sexta-feira, Dias Toffoli afirmou à coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que não gravou a reunião reservada da Corte que tratou de sua saída da relatoria do processo envolvendo o Banco Master.
“É um fato absolutamente inverídico. Não houve nenhuma gravação da minha parte. Nada disso procede”, declarou. O ministro acrescentou que está indignado com o que classificou como “insinuações” e disse não saber como a suspeita surgiu.
“Eu não gravo e não fico relatando conversa de ministros. Não relato conversas pessoais nem institucionais. Nunca gravei uma conversa na minha vida.”
A reação ocorre após a divulgação, pelo site Poder360, de trechos literais de diálogos atribuídos à sessão secreta na qual o Supremo decidiu pela saída de Toffoli da relatoria do caso Banco Master. A publicação foi ao ar à 1h28 da madrugada desta sexta-feira 13.
Segundo a Folha, ministros do STF avaliam que a conversa pode ter sido registrada clandestinamente. Alguns magistrados teriam encaminhado a reportagem a Toffoli apontando a existência da suposta gravação. Fonte Agora RN.
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
