RN cCom Boa Parte da População Individada - 27/01/2026

RN é o terceiro estado do NE com maior percentual da população endividada

                                                         No recorte das dívidas no país, a inadimplência junto a bancos e cartão de crédito lidera com 26,1% | Foto: Magnus Nascimento                                                                                                                                  

O Rio Grande do Norte é o terceiro estado da região Nordeste com o maior percentual da população adulta endividada. Em dezembro de 2025, 49,65% desse público possuía alguma dívida, o que representa cerca de 1,24 milhão de pessoas. No comparativo com o mesmo período do ano anterior, quando o nível de endividamento foi de 45,65%, houve um aumento de quatro pontos percentuais. Os dados são do Mapa da Inadimplência no Brasil, realizado pela Serasa.

Na região Nordeste, o percentual de endividamento do Rio Grande do Norte perdeu apenas para o registrado no Ceará (51,55%) e em Pernambuco (50,25%). Na sequência, aparecem Alagoas (47,32%), Maranhão (46,06%), Paraíba (44,33%), Bahia (44,07%), Sergipe (44,04%) e Piauí (40,08%). No Brasil, o último balanço do Serasa aponta que 81,2 milhões de pessoas estavam endividadas no país em dezembro de 2025. No recorte das dívidas, a inadimplência junto a bancos e cartão de crédito lidera com 26,1%, seguida das contraídas com necessidades básicas (ex: conta de água e luz) e as financeiras (19,6%).

O economista Ricardo Valério, superintendente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon/RN), aponta que o crescimento no endividamento no Estado seguiu uma tendência nacional, sendo estimulado pela alta taxa Selic, em 15%, e a facilidade no acesso ao crédito pelos potiguares.

Ele aponta, por outro lado, que alguns fatores pontuais também podem ter favorecido o crescimento em dezembro. É o caso das despesas com Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), matrícula e material escolar das crianças. “No Rio Grande do Norte, temos ainda as temporadas para quem pode veranear ou ainda curtir nosso verão pelas praias, o que gera gastos extras”, completa o economista.

O especialista em educação financeira da Serasa, Rodrigo Costa, também atribui o cenário à alta taxa de juros e afirma que a elevação está dentro do observado em toda série histórica da entidade. De acordo com ele, desde dezembro de 2024, a Selic apresentou aumentos que foram acompanhados pelo crescimento na inadimplência.

“Isso chega no bolso do consumidor, uma vez que a cesta básica, por exemplo, fica mais cara e a conta de energia flutua por conta dos impostos. Então, mesmo com o desemprego tendo apresentado uma melhora em 2025, ou seja, mais pessoas estão com acesso à renda, o custo de vida ainda é um desafio”, completa. Fonte TN.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01