É o que indica um estudo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) baseado nos dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde (SIH/SUS) - 03/02/2024

Câncer: Brasil tem 645 amputações de pênis por ano. Veja como prevenir

Por Redação do NOVO Notícias, com informações de O Globo                                                                            Na última década, o Brasil registrou 21.766 diagnósticos de câncer de pênis e 4.592 mortes relacionadas à doença. Ilustração: Everton Dantas/Feita com IA                                                             No Brasil, ocorrem aproximadamente 645 amputações de pênis anualmente devido ao câncer. É o que indica um estudo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) baseado nos dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde (SIH/SUS). 

Entre 2013 e 2023, foram realizadas 6.456 amputações, com o ano de 2019 registrando o maior número de casos, 702, enquanto 2020 teve o menor, com 619 casos. As informações são do jornal O Globo. 

Houve uma redução no número de amputações de pênis causadas por câncer apenas nos dois primeiros anos da pandemia, possivelmente devido à menor procura por serviços médicos para casos não urgentes. A falta de conhecimento sobre o câncer de pênis e a ausência de dor em estágios iniciais contribuem para o diagnóstico tardio. 

Adicionalmente, o estudo revela que, na última década, o Brasil registrou 21.766 diagnósticos de câncer de pênis e 4.592 mortes relacionadas à doença. A maioria dos óbitos ocorreu entre indivíduos de 60 a 69 anos. Segundo a SBU, muitos casos poderiam ser prevenidos com medidas simples como higiene adequada e vacinação contra o HPV. 

A alta incidência de câncer de pênis e amputações no Brasil está associada à falta de informação e ao diagnóstico tardio, ressaltando que a prevenção é possível com práticas básicas de higiene e vacinação. Para promover a conscientização, a SBU lança a quarta edição da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pênis em fevereiro, mês do Dia Mundial do Câncer. 

A doença, mais comum em homens acima de 50 anos, pode ser identificada por sintomas como feridas que não cicatrizam, secreções odoríferas, alterações na pele da glande e nódulos na virilha. Fatores de risco incluem condições socioeconômicas desfavoráveis, má higiene íntima, fimose, infecção pelo HPV e tabagismo. 

A prevenção envolve higiene diária, lavagem após relações sexuais, vacinação contra o HPV, postectomia quando necessário e uso de preservativo. 

O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura, muitas vezes permitindo tratamentos menos invasivos. O tratamento varia de acordo com cada caso e pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em situações avançadas, pode ser necessária a amputação do pênis. 

Faça Seu Comentário:

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

 

Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01