Governo Lula - 30/01/2024

Governo Lula tem déficit de R$ 230,5 bi em 2023, pior desde 2020

                                                                   Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou deficit primário de R$ 230,54 bilhões em termos nominais nas contas públicas em 2023. Foi o 2º pior resultado da série histórica, iniciada em 1997. O saldo negativo só não foi maior que em 2020, o 1º ano da pandemia de covid-19. 

Em termos reais, considerada a correção pela inflação, o deficit foi de R$ 230,9 bilhões em 2023. As contas do governo federal voltaram a ficar no negativo depois de registrar superavit de R$ 51,6 bilhões em 2022. De 2022 a 2023, as contas públicas pioraram em R$ 282,5 bilhões em valores atuais. O deficit de 2023 corresponde a 2,1% do PIB (Produto Interno Bruto), bem acima da promessa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de ter um rombo de até 1% do PIB.  O deficit do ano passado foi potencializado pelo pagamento de R$ 92,388 bilhões em precatórios –dívidas judiciais que não podem mais ser contestadas no Judiciário. O governo obteve um crédito extra para pagar o montante. A meta prevista na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) era de um deficit de até R$ 231,5 bilhões. Caso ultrapassasse, o governo não teria descumprido a regra, porque o crédito extraordinário não é contabilizado para a regra. 

Ao desconsiderar o pagamento de precatórios, o deficit primário foi de R$ 138,15 bilhões, ou 1,27% do PIB. Também é superior à meta pessoal de Haddad de um rombo de até 1% do PIB. 

CERON: RESULTADO “SATISFATÓRIO” 

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, declarou nesta 2ª feira (29.jan.2024) declarou que a Lei Complementar 201 de 2023, que compensa Estados e municípios com a perda de arrecadação com o ICMS (Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis, contribuiu com a redução de R$ 20,98 bilhões nos cofres públicos. 

Segundo ele, esse valor reduziu de 1,27% para 1,08% (corte de 0,19 ponto percentual) o resultado primário. Ceron declarou que o resultado é “satisfatório”. 

“Está bem próximo de 1% que foi perseguido ao longo do ano que teve vários desafios”, disse Ceron. “Nos parece um bom resultado daquilo que foi perseguido. Lembrando que nós tivemos intercorrências ao longo do exercício e que atrapalharam uma melhor performance”, completou. 

O secretário do Tesouro afirmou que teve aporte do Fundo de Permanência no Ensino Médio de R$ 6 bilhões e para capitalização BNB (Banco do Nordeste) de R$ 1,4 bilhão, o que reduziria o resultado primário para 1,01% do PIB. O percentual corresponde a R$ 109,67 bilhões. Leia na tabela abaixo: 

Fonte: Portal Grande Ponto 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01