
Caso aconteceu na noite desta quinta-feira (4) em Goianinha, no Litoral Sul potiguar. Segundo a polícia, militares haviam recebido queixa de roubo do veículo. - 05/01/2024
Policiais militares atiram contra táxi da Paraíba e passageiro é baleado no RN
Por g1 RN e Inter TV Cabugi
Marca de tiro em táxi da Paraíba atingido por disparos feitos por policiais militares no RN — Foto: Reprodução Um homem foi baleado após policiais militares do Rio Grande do Norte atirarem contra um táxi da Paraíba no Litoral Sul potiguar, na noite desta quinta-feira (4). Outras duas pessoas estavam no veículo - o taxista e outra passageira - e não ficaram feridas.
Segundo a própria PM, o caso aconteceu por volta das 21h. O homem foi atingido na cintura, próximo ao glúteo e foi levado para o hospital de Goianinha, onde passou por estabilização, antes de ser transferido para Hospital Deoclécio Marques, na Grande Natal. O estado de saúde dele não foi informado até a última atualização desta matéria.
Segundo o major Alan Bruno, comandante do Batalhão da Polícia Militar em Canguaretama, os policiais tinham recebido uma queixa de roubo do veículo e atiraram após o motorista do táxi supostamente não ter atendido a uma ordem de parada. No entanto, ele afirmou que a queixa de roubo tinha sido um equívoco.
Ainda de acordo com o major, o carro é alugado e utilizado pelo taxista para transporte de passageiros na Paraíba. No entanto, o proprietário do carro estranhou a movimentação do automóvel no sentido ao Rio Grande do Norte e comunicou o suposto roubo à polícia paraibana, que acionou a polícia potiguar.
"Foi uma irresponsabilidade muito grande. Depois foi que se viu toda a situação. Graças a Deus não aconteceu nada pior. Gerou uma sequência de desentendimentos que culminou nessa situação, infelizmente", afirmou o major.
Já o taxista Basílio Neri, que dirigia o carro, contestou a versão da polícia, em entrevista ao g1. De acordo com ele, os policiais atiraram contra o carro sem dar qualquer ordem para parada.
"Eu estava entrando para Pipa, estava com os vidros abertos, mas eles não deram jogo de luz, nem derem sinal sonoro. Eu sou profissional, teria parado. Deram 16 tiros contra o carro. Achei que eram assaltantes. Parei no posto para pedir ajuda e chegou a viatura com os quatro policiais com arma na mão", relatou.
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em 01/01/1970 - 12:01
