
Segundo Sesap, parte dos pacientes têm quadro clínico de baixa complexidade, que foge do perfil de atendimento do Hospital Walfredo Gurgel, por falha de cobertu - 28/07/2023
Após ação do MP para retirar pacientes dos corredores do maior hospital público do RN, governo diz que solução não depende de 'esforço único'
Por g1 RN
Após o Ministério Público do Rio Grande do Norte acionar a Justiça pedindo a imediata retirada de pacientes dos corredores do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, o governo do estado reconheceu que a unidade de saúde está sobrecarregada desde o dia 19 de junho, mas afirmou que a solução para o problema não depende exclusivamente do estado.
Em nota publicada sobre o assunto na manhã desta sexta-feira (28), a Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte alegou que "a grande maioria dos pacientes" do maior hospital público do estado vem de municípios da Região Metropolitana de Natal e que muitos deles estão fora do perfil de atendimento da unidade.
"Muitos dos quais chegam ao hospital por demanda espontânea e com casos clínicos de baixa complexidade que fogem do perfil do Walfredo Gurgel, em virtude da falha na cobertura da rede ortopédica nesses municípios", disse a Sesap.
Segundo o governo, a unidade de saúde é referência para casos de alta complexidade ortopédica.
"Como denotam os dados e informações, a situação episódica atual não se soluciona definitivamente por um esforço único da Sesap. Portanto, a Secretaria torna a destacar a necessidade de um trabalho dos municípios, dentro da lógica de cooperação que rege o SUS, na estruturação de serviços para baixa complexidade ortopédica, mantendo a capacidade do Walfredo Gurgel totalmente voltada aos atendimentos de alta complexidade", diz a nota. Lotação
Segundo a Sesap e a direção do hospital, a sobrecarga atinge principalmente no setor de assistência ortopédica. Desde junho, o hospital realizou 585 procedimentos ortopédicos, em uma média de 20 por dia, diz a nota.
Ao mesmo tempo, segundo o governo, a Sesap ampliou o fluxo de unidades de retaguarda para cirurgias ortopédicas, como o Hospital Deoclécio Marques de Lucena, a Prontoclínica Paulo Gurgel e o Hospital Memorial, mas afirma que esses hospitais também estão atuando em capacidade máxima.
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em 01/01/1970 - 12:01
