
Episódio ocorreu em Caraúbas. De acordo com especialistas, é comum o registro de eventos como esse no município. - 08/01/2023
Tremor de terra é sentido em cidade do interior do Rio Grande do Norte
Por Inter TV Costa Branca Residência de Caraúbas que teve prejuízos materiais após tremor — Foto: Cedida Um tremor de terra de magnitude 1.8 foi sentido no fim da tarde de sexta-feira (6) por moradores da cidade de Caraúbas, região Oeste do estado. Segundo dados do Laboratório de Sismologia da UFRN, é comum o registro de eventos como esse no município.
O coordenador do Labsis da UFRN, Aderson Nascimento, explicou que o abalo de terra foi registrado por volta das 17h36 e que o epicentro foi muito próximo a cidade de Caraúbas.
"Os equipamentos que a gente usa são dados de uma rede regional, estações do nordeste do Brasil. Esses resultados tem precisão de 2 a 5 km", esclarece.
Ainda de acordo com ele, o tremor de magnitude 1.8 pode ser suficiente para causar danos como o que aconteceu no imóvel mostrado no vídeo pelos moradores. "Isso vai depender da proximidades dessas casas em relação a fonte sísmica e também ao material utilizado na casa", explica.
Município
De acordo com o coordenador de proteção e defesa civil de Caraúbas, Ricardo Nascimento, até o momento só foram registrados danos em um imóvel no município.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, o proprietário de uma casa localizada na zona urbana mostra que parte do teto de gesso despencou em cima de uma cama. No entanto, os moradores atribuem a destruição a atividade de uma pedreira instalada na cidade.
Nascimento explicou que por lei as explosões realizadas pela empresa mineradora são controladas e que provocam abalos de até 0.5, o que seria imperceptível.
"Ouvimos os relatos na redes sociais e estamos trabalhando com a hipótese de que foi o abalo sísmico. Porém, a gente não descarta a detonação. Nós já entramos em contrato com a empresa, que se mostrou solícita. Na próxima terça-feira vamos realizar uma reunião com o proprietário e o engenheiro e eles vão explicar à defesa civil como funcionam as detonações", esclareceu o coordenador.
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
