Profissionais cobram pagamentos atrasados do governo do Estado e da prefeitura de Natal, que ultrapassam os R$ 3 milhões. - 04/01/2023

Cirurgias eletivas seguem sem previsão no RN por conta da greve dos anestesistas

Por Inter TV Cabugi                                                                                                                                       Ambulâncias do Samu na entrada do pronto-socorro Clóvis Sarinho, no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal — Foto: Gustavo Brendo/Inter TV Cabugi                                                                     Ambulâncias do Samu na entrada do pronto-socorro Clóvis Sarinho, no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal — Foto: Gustavo Brendo/Inter TV Cabugi                                                                                                            Alison Souza, de 29 anos, sofreu um acidente de trânsito no dia 8 de dezembro. Depois de um tempo no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel foi encaminhado para um hospital privado da capital. Desde então, aguarda por três cirurgias ortopédicas, que ainda estão sem previsão de acontecer. Já Dona Francisca, de 82, aguarda há oito dias também no maior hospital público do estado por uma cirurgia vascular, que ainda não tem data. 

Os dois vivem situação semelhante a de outras pessoas que aguardam uma cirurgia eletiva neste momento na rede pública no Rio Grande Norte. Os procedimentos estão suspensos por conta da greve dos médicos anestesiologistas (também chamados de anestesistas), que começou no dia 15 de dezembro do ano passado por falta de pagamento. Apenas as cirurgias de emergência estão sendo realizadas. 

Os profissionais cooperados cobram o pagamento de parcelas em atraso do governo do Estado e da prefeitura do Natal. Os atrasos, segundo a cooperativa, chegam a seis meses. 

Enquanto a situação não se resolve, as famílias e os pacientes ficam apreensivos sem previsão para os procedimentos. 

"Ela tem 82 anos, está muito incomodada, sentido dores no braço que tem que fazer uma cirurgia. Os ortopedistas disseram que não podem fazer porque não receberam salário. E no corredor está cheio, não tem mais vaga. Está precisando urgentemente resolver essa situação", disse Maria Neuma, filha de Francisca. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01