Desigualdade de renda é a maior registrada desde 2012 no estado. Além disso, mais pobres perderam 30% da renda em 2021, enquanto mais ricos aumentaram 3%. - 11/06/2022

RN é o segundo estado do país com maior desigualdade de renda, diz IBGE

Por g1 RN                                                                                                                                                     Moradores de rua em Natal, RN — Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi                                                                 O Rio Grande do Norte é o segundo estado do país com maior desigualdade de renda e o primeiro do Nordeste. É o que aponta o módulo “Rendimentos de todas as fontes”, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (10) pelo IBGE com dados referentes a 2021. 

De acordo com a pesquisa, a desigualdade de rendimento no estado em 2021 também foi a maior registrada desde 2012. 

O índice de Gini do rendimento domiciliar por pessoa - que é a medida de desigualdade usada na pesquisa - foi de 0,587 no Rio Grande do Norte em 2021. Neste indicador, quanto mais próximo do número 1, maior é a desigualdade. Em relação a 2020, quando o índice era de 0,512 no estado, houve um aumento de 0,075, também a maior elevação do país. Além disso, o Gini potiguar foi superior ao índice nacional (0,544). 

Em 2021, outros cinco estados também atingiram seu próprio recorde de desigualdade: Roraima (0,596); Paraíba (0,562); Pernambuco (0,579); Rio de Janeiro (0,565); e Mato Grosso do Sul (0,496). 

O relatório aponta ainda que o RN teve a terceira maior desigualdade de renda do Brasil entre as pessoas com idade de trabalhar em 2021. 

O índice de Gini do rendimento médio mensal real, das pessoas de 14 anos ou mais (com origem em todos os trabalhos), do RN também alcançou a maior marca da série histórica iniciada em 2012: 0,542. Só Distrito Federal (0,551) e Paraíba (0,558) têm desigualdade mais acentuada. 

Pobres perdem 30% de renda; ricos aumentam 3% 

A pesquisa do IBGE apontou também que entre os 5% dos potiguares com menor renda houve uma queda de 30% no rendimento médio mensal real por pessoa em 2021. Essa parcela da população tinha uma renda média R$ 79 em 2020. Em 2021, o valor caiu para R$ 55. 

No outro extremo das classes de renda, a população que faz parte do 1% de maior renda do estado teve um crescimento de 3% no rendimento médio mensal real por pessoa em 2021. Em 2020, a média de renda dessa população era de R$ 11.576 e subiu para R$ 11.934. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01