Covid-19: OMS prevê que pandemia durará muito tempo

03/08/2020

Doença registra 675.060 mortos e infectou quase 17,4 milhões no mundo

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom

O Comitê de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que a pandemia da covid-19 irá durar muito tempo e, por isso, é necessário continuar os esforços para a sua contenção em todo o mundo. Segundo dados oficiais da OMS, a doença já provocou 675.060 mortos e infectou quase 17,4 milhões de pessoas em todo o mundo. 

O grupo de cientistas, que se reuniu por videoconferência, avaliou a evolução da pandemia de covid-19, tendo em conta toda a informação científica que surgiu sobre o novo coronavírus nos últimos três meses, data da última reunião.O Comité de Emergência da OMS é composto por 18 cientistas de vários países. 

"A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez em cada século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao Comité, segundo um comunicado da organização. 

O responsável fez também um balanço do que tem acontecido, salientando que “muitos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora enfrentando novos surtos, outros que tinham sido menos afetados estão com aumentos de casos e  de óbitos, enquanto países que tiveram grandes surtos conseguiram controlá-los”. 

Recomendações 

Entre as principais recomendações que o Comitê de Emergência dirigiu à OMS está a necessidade de continuar a apoiar os países com serviços médicos mais frágeis, bem como a necessidade de continuar a impulsionar as investigações em curso para se encontrar um ou mais tratamentos e vacinas para a covid-19. O objetivo é que, quando existir uma vacina, os países com menos recursos não fiquem de fora por incapacidade de as comprar.Ou seja, defendeu o Comitê,  afirmando que a distribuição de vacinas deve ser a mais equitativa possível. 

Atualmente três potenciais vacinas (dos Estados Unidos, da Inglaterra e China) estão na fase três dos ensaios clínicos, para testar a sua segurança e eficácia. 

A OMS referiu a este propósito que poderá ser possível que uma vacina esteja pronta para comercialização “na primeira metade de 2021”. 

Relativamente às viagens, o Comite indicou que os países devem tomar medidas proporcionais e aconselhar os cidadãos em função dos riscos, avaliando as suas informações de forma regular. 

Por outro lado, recomendou que os serviços de saúde sejam reforçados para permitir a identificação de novos casos e o rastreio de contatos.  Agencia Brasil.

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Caixa credita hoje saque emergencial do FGTS para nascidos em junho

03/08/2020

Cerca de 5 milhões de trabalhadores receberão R$ 3,2 bilhões

Aplicativo Caixa Tem

Cerca de 5 milhões de trabalhadores nascidos em junho começam a receber hoje (3) o crédito do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045. Serão liberados R$ 3,2 bilhões nas contas poupança digitais abertas pela Caixa Econômica Federal em nome dos beneficiários. 

Instituído pela Medida Provisória 946 , o saque emergencial do FGTS pretende ajudar os trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores. 
 
O valor do saque é de até R$ 1.045, considerando a soma dos valores de todas contas ativas ou inativas com saldo no FGTS. Cada trabalhador tem direito a receber até um salário mínimo (R$ 1.045) de todas as contas ativas e inativas do fundo. 
 
Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada de código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras com débito instantâneo do saldo da poupança digital. 

Liberação para saque 

O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 3 de outubro, para os trabalhadores nascidos em junho. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador. 
 
Até agora, a Caixa creditou o saque emergencial do FGTS para os trabalhadores nascidos de janeiro a maio. 
 
O pagamento está sendo realizado conforme calendário a seguir: 

Mês de nascimento 

Dia do crédito na conta poupança social digital 

data para saque em espécie 

janeiro 

29 de junho 

25 de julho 

fevereiro 

06 de julho 

08 de agosto 

março 

13 de julho 

22 de agosto 

abril 

20 de julho 

05 de setembro 

maio 

27 de julho 

19 de setembro 

junho 

03 de agosto 

03 de outubro 

julho 

10 de agosto 

17 de outubro 

agosto 

24 de agosto 

17 de outubro 

setembro 

31 de agosto 

31 de outubro 

outubro 

08 de setembro 

31 de outubro 

novembro 

14 de setembro 

14 de novembro 

dezembro 

21 de setembro 

14 de novembro 

Orientações 

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS, site e telefone 111 (opção 2). Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro. 
 
O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp. 

Cancelamento do crédito automático 

O trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até dez dias antes do início do seu calendário de crédito na conta poupança social digital, para que sua conta do FGTS não seja debitada. 

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS. 

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Bombeiros resgatam corpo de homem que desapareceu após embarcação virar em barragem do RN

03/08/2020

Acidente aconteceu sábado (1º), na barragem de Umari, no Oeste potiguar. Bombeiros acharam corpo do jovem de 20 anos neste domingo (2).

Por G1 RN

Corpo de Bombeiros na barragem de Umari, no Oeste potiguar — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Corpo de Bombeiros na barragem de Umari, no Oeste potiguar — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O Corpo de Bombeiros encontrou, na manhã de domingo (2), o corpo de um jovem, de 20 anos, que estava desaparecido desde o último sábado (1º), quando uma embarcação virou na barragem de Umari, no município de Upanema, Oeste potiguar. 

Além da vítima, a embarcação transportava mais quatro pessoas que se salvaram durante o acidente. O Corpo de Bombeiros Militar de Mossoró foi acionado no sábado e preparou uma equipe de mergulho para a busca. Durante todo o dia, os bombeiros da região usaram uma embarcação e procuraram pelo jovem desaparecido. Porém, foi na manhã de domingo que o corpo foi encontrado perto de uma parede às margens da barragem. 

De acordo com o Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), as chuvas acima do normal no interior do Rio Grande do Norte durante todo o mês de julho permitiram que os reservatórios do estado atingissem a marca de mais de 55% de volume no final de julho. A barragem de Umari, por exemplo, tem capacidade para 292.813.650 m³ e está reservando 262.344.229 m³ - 89,59% do volume máximo. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a subida do nível das águas exige cuidados para moradores, pescadores e banhistas. Para evitar acidentes com embarcações, a corporação orienta que a população evite trafegar com botes durante o período de cheias. Além disso, não é recomendado o consumo de bebidas alcoólicas durante a viagem. Caso a travessia seja necessária, as pessoas devem usar colete salva-vidas. 

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Justiça potiguar dá início à retomada das atividades presenciais em 5 comarcas

03/08/2020

Nesta segunda (3), retornam ao trabalho presencial as comarcas de Natal, Parnamirim, Macaíba, Extremoz e São Gonçalo do Amarante.

Em Natal, as atividades serão retomadas apenas no Fórum Miguel Seabra Fagundes

Audiências criminais de réus presos, realização de sessões do júri popular, audiências envolvendo adolescentes internados em conflito com a lei ou relativas a crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e familiar. Estes são o foco da primeira etapa da retomada das atividades presenciais pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Norte a partir desta segunda-feira (3), ainda sem atendimento presencial ao público. Cinco comarcas foram preparadas para a realização destes atos: Natal, Parnamirim, Macaíba, Extremoz e São Gonçalo do Amarante. 

Elas integram a primeira fase da primeira etapa do Plano de Reabertura Gradual das Atividades Presenciais. As ações da gestão da Justiça potiguar observam as determinações presentes na Resolução nº 322/2020 do Conselho Nacional de Justiça. As medidas que envolvem o reinício das atividades estão sendo tomadas com cautela e segurança como o primeiro passo de um recomeço responsável para toda a comunidade judiciária norte-rio-grandense. 

O Tribunal de Justiça do RN providenciou a aquisição e instalação de telas de acrílico, faixas e fitas para o distanciamento social e disponibilização de dispensadores de álcool gel, termômetros infravermelhos, máscaras de tecido, protetores faciais e material educativo sobre orientações de prevenção à Covid-19. 

A retomada nas cinco comarcas que integram a 7ª Região de Saúde é gradual e o trabalho remoto ainda será priorizado. Estão autorizados a retomar as atividades presenciais a partir de hoje – apenas para a realização dos atos citados – os Gabinetes criminais do 2º grau; Juizados Especiais e Varas com competência criminal; Varas com competência em Violência Doméstica; Varas com competência em Infância e Juventude. 

Em Natal, as atividades serão retomadas apenas no Fórum Miguel Seabra Fagundes. As unidades judiciárias localizadas no Complexo Judiciário e abrangidas pela primeira etapa do retorno presencial poderão, excepcionalmente, realizar audiências presenciais no FMSF ou no Fórum Varella Barca, na zona Norte da capital. 

Acesso restrito e com protocolos 

Além do número reduzido de atividade, o acesso às dependências do Poder Judiciário também será restrito aos envolvidos nas audiências ou sessões do júri popular. Poderão ingressar nos prédios onde funcionam as unidades autorizadas na primeira fase da primeira etapa apenas os magistrados, servidores, colaboradores, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública, advogados, testemunhas, partes, peritos e auxiliares da Justiça. 

Para adentrar nos prédios do Poder Judiciário, é preciso fazer uso de máscara facial e se submeter a teste de temperatura corporal. Será vedado o acesso de pessoas sem máscara, com temperatura igual ou superior a 37,5ºC, que recusarem a aferição da temperatura corporal ou que apresentarem sintomas visíveis de doença respiratória. 

Plano de Retomada 

O Plano de Reabertura Gradual das Atividades Presenciais contempla um fluxo progressivo em quatro etapas e por fases, abrangendo também a divisão das comarcas entre as oito Regiões de Saúde definidas pelo Governo Estadual. 

Caberá ao Grupo de Trabalho instituído pela Portaria Conjunta nº 37/2020-T emitir semanalmente uma nota técnica e/ou ata com a proposição de reabertura de comarcas ou do adiamento dessa medida. O fluxo de reabertura observará as análises epidemiológicas semanais realizadas e informadas pelo Ministério da Saúde, pela Secretaria Estadual da Saúde Pública, pela Divisão de Perícia Médica do TJRN e pelo Grupo de Trabalho. 

Entre os critérios estabelecidos pela administração da Justiça Estadual estão a situação epidemiológica no Estado; a capacidade de atendimento da rede hospitalar local; a adequação do ambiente laboral às recomendações de prevenção à Covid-19; e a disponibilidade de equipamentos de proteção individual e coletiva. 

*As informações são do TJRN 

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Prefeito Serginho lidera pesquisa eleitoral em Serra Negra do Norte

03/08/2020

Dados do levantamento feito pela Exatus Consultoria e Pesquisa apontam para liderança do prefeito Sérgio Fernandes Medeiros (PSDB) com 53,3% das intenções d

Sérgio Fernandes de Medeiros (PSDB)

O prefeito de Serra Negra do Norte, Sérgio Fernandes de Medeiros (PSDB), é o preferido pelo eleitorado serra-negrense-do-norte e seria mantido no posto caso a eleição para a prefeitura municipal fosse hoje. Este é o resultado da primeira pesquisa de intenção de votos realizada pela Exatus Consultoria e Pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (03), a pedido do jornal Agora RN. 

Segundo os dados da pesquisa estimulada, com a apresentação de dois possíveis candidatos, os números apontam para liderança do prefeito Sérgio Fernandes Medeiros, o Serginho Fernandes, com 53,3% das intenções de voto. Em segundo lugar, de acordo com a pesquisa, está o agrônomo Acácio Brito (PT), que tem 26,3% da preferência. 

Além disso, ainda de acordo o levantamento, os dados mostram que 11,4% do eleitorado ainda não sabe em quem vai votar ou não respondeu ao questionamento. Outros 7,7% responderam “ninguém, branco ou nulo”. 

Nos votos válidos, o prefeito Sérgio Fernandes tem 67,1% das intenções do eleitorado de Serra Negra do Norte. Já Acácio Brito tem 32,9% dos votos válidos. Para a contagem dos votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. 

A pesquisa foi feita pela Exatus Consultoria e Pesquisa, nos dias 25 e 26 de julho de 2020. O levantamento ouviu 350 pessoas, conforme a proporção do eleitorado por zona administrativa (64,3% urbana e 35,7% rural), bairro de moradia, sexo (52,1% feminino e 47,9% masculino), além das questões relacionadas com faixa etária, escolaridade e renda familiar. 

Para o tamanho amostral determinado, os resultados serão avaliados sob um erro amostral de 4,5% para mais ou para menos, ao nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo RN-03358/2020. 

Prefeito lidera pesquisa espontânea com mais de 50% das intenções 

Os dados da pesquisa espontânea para medir as intenções de votos em Serra Negra do Norte também apontam para vantagem do atual prefeito Sérgio Fernandes de Medeiros (PSDB). Ele lidera as pesquisas com 50,9%. 

Em segundo lugar, Acácio Brito ficou com 16% das intenções. O terceiro posto é ocupado por Rogério Mariz, com 12%, que é ex-prefeito da cidade. O quarto lugar nas intenções foi ocupado por Alysson Moisés (PSD), com 2%. Ele foi prefeito de Serra Negra do Norte entre 2015 e 2016. Antes disso, ele era o vice-prefeito, mas assumiu o executivo após a renúncia do então prefeito Urbano Farias (PT). O quinto posto nas intenções ficou com João Incas, que obteve 0,3% das intenções. 

Os eleitores que responderam não saber o nome do candidato ou não quiseram responder somaram 16,6%. Outros 2,2 apontaram para “ninguém, branco ou nulo”. 

Nesta análise, os pesquisadores não apresentam os nomes dos candidatos e o entrevistado fala o que lhe vem à cabeça quando é questionado em quem pretende votar. 

Liderança política 

A pesquisa estimulada também avaliou qual a liderança política de Serra Negra do Norte é mais admirada. Foram apontados os nomes do prefeito Serginho Fernandes, dos ex-prefeitos Alysson Moisés e Rogério Mariz, além dos nomes de Acácio Brito e João Enéas. 

O levantamento mostra liderança de Serginho Fernandes neste quesito, somando 51,1% das avaliações dos entrevistados. O segundo lugar é de Rogério Mariz, que obteve 26,9%. Logo depois, estão Acácio Brito (7,4%), Alysson Moisés (1,4%) e João Enéas (0,6%). Outros 12,6% dos entrevistados responderam que não sabem ou não quiseram responder. 

Acácio Brito é o mais rejeitado entre os eleitores 

A rejeição dos nomes dispostos para a corrida eleitoral também foi avaliada pelo levantamento feito em Serra Negra do Norte, Na pesquisa espontânea, o nome mais citado foi o de Acácio Brito. Os dados apontam que 36,9% das pessoas não votariam no possível candidato do PT. O segundo lugar na rejeição é o atual prefeito Serginho Fernandes, que registrou 24,6%. 

Com 1,4% de rejeição, no terceiro lugar, ficou com Alysson Moises. Em seguida, estão Rogério Mariz (0,9%), Geraldo (0,3%) e Jarbas (0,3%). Outros 35,3% disseram não saber ou não responderam. E 0,3% do público entrevistado disse que votaria branco ou nulo. 

Os pesquisadores também questionaram se o entrevistado votaria no candidato apoiado pela governadora Fátima Bezerra. Segundo o levantamento, 44,3% das pessoas disseram que não votariam no candidato apoiado pelo governo do Estado. Outros 23,4% disseram que votariam no postulante ao cargo. Outros 4,6% disseram “com certeza”; 2,9% responderam “de maneira nenhuma”. Além disso, outros 21,9% responderam com “talvez”. Já 2,9% disse que não sabia ou não quis responder. 

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Pesquisa coloca Dr. Tadeu 14 pontos à frente do segundo lugar em Caicó

03/08/2020

Primeira pesquisa registrada para a sucessão à prefeitura municipal de Caicó, sétimo maior colégio eleitoral potiguar, aponta liderança de Dr. Tadeu, do P

Dr. Tadeu

A primeira pesquisa registrada para a sucessão à prefeitura municipal de Caicó, sétimo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte, aponta liderança de Dr. Tadeu, do PSDB, na intenção de votos dos eleitores. O levantamento foi divulgado neste domingo (02) pelo Instituto Seta. 

Em um cenário estimulado, com a apresentação de nove nomes, Dr. Tadeu é citado por 27,1% dos eleitores. Ele está à frente do atual prefeito da cidade, Batata (MDB), que obteve 13,1%. Em terceiro lugar, está o empresário Arthur Maynard (PSB), com 11,1%, das intenções. Outros 28,7% afirmam que não votariam em nenhum dos candidatos, branco ou até mesmo anulariam os votos, enquanto 8,4% não sabem. 

Ainda segundo a pesquisa, Diego Vale (Solidariedade) alcançou 3,8% e o vereador Rangel (PDT), teve 3,1%. Os demais nomes oscilaram abaixo da margem de erro: Sargento Alexandre (PSL) 2%, Francisco Oliveira, o FAO (Republicanos) com 1,3%, Cição Bandido (PTB) teve 0,9% e Chico da Caern (PV) obteve 0,4%. 

Na pergunta espontânea, sobre intenções de votos para prefeito de Caicó no mês de julho, o médico Dr. Tadeu (PSDB) também aparece na frente com 10,4%, o prefeito Batata (MDB) foi o segundo nome com 8,4% e o empresário Arthur Maynard (PSB) ficou em terceiro com 6,9%. 

Quando não se aponta a lista dos candidatos, 54,7% dos entrevistados declararam de forma espontânea, que não votam em ninguém, branco ou nulo. 12,2% ainda disseram que não sabem ou simplesmente não respondeu. Os outros citados tiveram abaixo da margem de erro da pesquisa que é de 3,5%. 

Quando indagados em qual candidato não votaria de jeito nenhum para prefeito de Caicó, o atual gestor Batata (MDB) lidera o quesito com 26,2%. Cição Bandido (PTB), que perdeu em 2016 para vereador, também teve 20,4% de rejeição dos caicoenses. Dr. Tadeu aparece somente com 6,9%, Rangel com 4,9%, Arthur Maynard teve 3,1%. Já Sagento Alexandre 2,4%, Chico da Caern 1,3%, Francisco Oliveira, 0,9% e Diego Vale 0,4% foram citados com esses percentuais. 

Com intervalo de confiança (nível de significância) é de 95% com margem de erro de 3,5% para mais ou para menos, nas estatísticas apresentadas para o total da amostra da Seta. Esta foi a a primeira pesquisa registrada na Justiça Eleitoral, sob o número RN-01053/2020, para a sucessão em Caicó. O Instituto Seta, em parceria com o Blog Robson Pires, ouviu 450 eleitores em todos os bairros e distritos da cidade no último sábado (25). 

Avaliação da gestão municipal 

De acordo com a pesquisa, 45,6% dos entrevistados disseram que avaliam a gestão do prefeito Batata como regular. Outros 24% consideram péssima a gestão municipal. Há ainda 14,7% que responderam que a gestão é ruim. Para 12,4 das pessoas, a avaliação do trabalho do prefeito é considerada boa. Por fim, 3,3% responderam a que a gestão é avaliada como ótima. 

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Trabalhadores dos Correios devem entrar em greve a partir do dia 17

03/08/2020

Entidades sindicais representativas dos trabalhadores dos Correios encaminharam comunicado ao atual presidente da empresa pública adiantando que a paralisaçã

Segundo os Correios, o pacote de medidas teria a capacidade de gerar uma economia de mais de R$ 600 milhões ao ano para a empresa

Segundo colocado no portal ReclameAqui pela baixa solução de reclamações, só perdendo para Caixa Econômica por conta nos atrasos na concessão do auxílio emergencial por conta da pandemia do coronavírus, os Correios devem entrar em greve no dia 17 de agosto. 

Um comunicado enviado pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios ao presidente da estatal, general Floriano Peixoto Vieira Neto, bateu o martelo depois que a diretoria da empresa propôs reduzir o bônus de férias (de 2/3 para 1/3 do salário), diminuir o adicional noturno (de 60% para 20% a hora), extinguir o popular “Vale Peru” (tíquete de alimentação no valor de R$ 1 mil oferecidos em dezembro) e alterar a licença maternidade (de 180 dias para 120 dias). 

Ainda estão previstos no mesmo pacote as exclusões de outros benefícios como o Vale-Cultura e o pagamento de multas dos funcionários. Nesta quinta-feira (30), depois de dois dias inteiros de videoconferência, os presidentes do sindicato da categoria em todo o país encaminharam um comunicado ao general Floriano Peixoto, adiantando que a paralisação será por tempo indeterminado “por não terem suas reivindicações atendidas pela empresa na mesa de negociação”. 

Ouvido pelo Agora RN, o presidente do sindicato da categoria, José Edilson Silva, o Edson Shampoo, afirmou que nem abrindo mão de um reajuste salarial em favor da manutenção de 79 cláusulas do acordo coletivo da categoria construídas ao longo dos últimos 30 anos, a empresa cedeu. 

“Questões como o pagamento do plano de saúde, que já foi integralmente dado pelos Correios aos trabalhadores, que hoje pagam a metade e cuja proposta da empresa é para que paguem integralmente, estão entre as muitas pautas debatidas”, afirmou. 

Sobre os atrasos nas entregas dos Correios, ele atribuiu a interdição temporária de vários Centros de Triagem distribuídos por diferentes bairros de Natal toda vez que se descobria um novo caso de coronavírus entre os funcionários, obrigando a paralisação por 48 dos serviços e a desinfecção do local. 

“Isso aconteceu em seis Centros de Distribuições (CDDs) de Natal e Mossoró, entre eles Parnamirim, Ribeira e na Cidade da Esperança”, afirma Shampoo. 

Segundo o sindicalista, outro problema que contribuiu para travar os serviços foi o total descaso da direção dos Correios com o fornecimento de equipamentos de proteção individuais (EPIs) aos trabalhadores e a adequação dos espaços aos protocolos sanitários. 

Posição dos Correios 

Num longo texto distribuído à imprensa neste fim de semana, a direção dos Correios argumenta que as alterações propostas aos trabalhadores buscaram nivelar a categoria para se aproximar mais das regras da CLT.Segundo a mensagem, o pacote teria a capacidade de gerar uma economia de mais de R$ 600 milhões ao ano para a empresa. 

Acrescenta que uma paralisação neste momento terá grande impacto no segmento de comércio eletrônico, que está em alta histórica desde o início da pandemia quando empreendimentos tiveram que se digitalizar e comercializar produtos pela internet já que o envio de mercadorias e itens pessoais entre familiares distantes também virou algo recorrente durante a quarentena. 

Em outro trecho do texto, a direção dos Correios afirma que a recusa das entidades em compreender a situação da empresa provocou reações impróprias, fazendo “representantes sindicais iniciaram a veiculação de diversas comunicações inverídicas, provocando confusão nos empregados acerca dos termos da proposta”. 

Ainda segundo o posicionamento oficial dos Correios, não procede a afirmação de que a empresa propõe modificar os termos do plano de saúde dos empregados e que se trata apernas de uma adequação do texto referente às obrigações da empresa. 

Afirma, ainda, que os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados, uma vez que eles são garantidos por lei. E que a proposta buscaria apenas ajustar benefícios concedidos à categoria. 

Sobre a supressão do vale-refeição, a empresa argumenta que, “nos termos vigentes, sua concessão extrapola a jornada laboral, alcançando o recesso semanal e as férias dos empregados. O que a empresa propõe é a redução do benefício de forma a contemplar apenas os dias efetivamente trabalhados”. E acrescenta que a proposta, caso prospere, representará para os Correios uma economia da ordem de R$ 20 milhões mensais. 
Já sobre a adequação da remuneração de férias, atualmente em 2/3 de adicional ao salário, “quando a CLT garante ao trabalhador 1/3 de incentivo no período de descanso”, essa economia para a empresa será de R$ 600 milhões ao ano. 

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Contrariando ameaças da prefeitura, natalenses se aglomeram nas praias

03/08/2020

Mesmo com as ameaças da prefeitura em restringir acesso às praias por conta do grande número de pessoas, natalenses lotaram calçadões e a faixa de areia

População aproveitou domingo de sol para passear na orla da Praia do Meio, na Zona Leste da capital potiguar

O primeiro final de semana com a liberação de venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes gerou cenas de aglomeração em diversos pontos da orla urbana de Natal. Mesmo com as ameaças da prefeitura em restringir acesso às praias por conta do grande número de pessoas, para evitar maior disseminação do novo coronavírus, os natalenses lotaram calçadões e a faixa de areia. 

O principal ponto de aglomeração foi a praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Como flagrou as lentes de José Aldernir, repórter fotográfico do Agora RN, muitos dos banhistas não usavam máscaras de proteção facial.Embora sem uma presença constante, em algumas praias, o policiamento fez abordagem para pedir que os banhistas não se aglomerassem na praia, bem como fizessem o uso das máscaras de proteção. 

Por conta do número elevado de pessoas, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) fechou acessos à orla de Ponta Negra. 
Segundo os servidores da STTU, a medida foi tomada para evitar a propagação do novo coronavírus na praia urbana mais conhecida de Natal. 

A Prefeitura do Natal liberou venda de bebidas em bares e restaurantes na sexta-feira (31). A permissão é válida das 11h às 23h, todos os dias da semana. 

No último dia 20 de julho, o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), usou uma rede social para se manifestar sobre as aglomerações registradas nas praias do Forte e de Ponta Negra. Ele disse iria intensificar a fiscalização nos próximos dias, com a possibilidade de até “fechar tudo” – restringindo a flexibilização da economia – caso não haja o cumprimento das medidas de isolamento social. 

Ainda em Ponta Negra, no sábado (1º), uma ação conjunta dos órgãos de fiscalização da Prefeitura do Natal interditou um bar onde foram registradas imagens de aglomerações desrespeitando as normas legais do Decreto Municipal, que disciplina a abertura gradual da economia seguindo critérios sanitários de prevenção ao contágio do coronavírus. O bar alvo da medida fica situado na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Ponta Negra, zona Sul da capital. Agpra RN.

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“Não tem aumento de carga tributária. Pode substituir imposto. Mas ninguém aguenta pagar mais imposto”, diz Bolsonaro

02/08/2020

Imposto

Foto: Caio Spechoto/Poder360 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (2) que a eventual criação de um novo imposto deve ser acompanhada de desonerações ou extinção de algum imposto antigo. O presidente disse que o governo não pretende aumentar a carga tributária. Segundo ele, “ninguém aguenta pagar mais imposto”. 

A criação de um novo imposto vem sendo discutida pela equipe econômica do governo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já sugeriu uma cobrança sobre transações eletrônicas, nos moldes da antiga CPMF. 

Bolsonaro foi questionado sobre o tema por jornalistas durante uma visita a uma padaria em Brasília, após deixar o Alvorada de moto. 

“Não tem aumento de carga tributária. Pode substituir imposto. Mas ninguém aguenta pagar mais imposto”, afirmou o presidente. 

Bolsonaro disse ainda que tem conversado com Guedes sobre compensações para o eventual novo imposto, como por exemplo a revisão na tabela do Imposto de Renda. 

“O que eu falei com o Paulo Guedes. Pode ser o imposto que você quiser. Tem que ver do outro lado o que vai deixar de existir. Se vai diminuir a Tabela do Imposto de Renda, fazer desoneração, acabar com o IPI [Imposto sobre Produto Industrializado]. Tem que botar os dois lados da balança”, completou o presidente. 

G1 

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Bolsonaro diz que não responde por operações de outro Poder e fala sobre ações do governo no combate à corrupção

02/08/2020

Combate a Corrupção

Foto: Adriano Machado/ REUTERS 

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (2) no Twitter que não responde por operações conduzidas por outros Poderes, em meio a críticas recentes à operação Lava Jato feitas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e no momento em que mostra sinais de aproximação com políticos investigados na maior ação de combate à corrupção do país. 

“Qualquer operação, de combate à corrupção ou não, deve ser conduzida nos limites da lei, e assim tem sido feito no meu governo”, disse Bolsonaro. “Quanto às operações conduzidas por outro Poder, quem responde pelas mesmas não sou eu”. 

 

Foto: reprodução/Twitter 

Na semana passada, Augusto Aras — escolhido por Bolsonaro para comandar a PGR em setembro passado — fez duras críticas à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba ao afirmar, por exemplo, que haveria “caixas de segredos” do grupo, em referência a supostos documentos que não seriam rastreáveis pelo sistema do Ministério Público Federal. 

A força-tarefa de Curitiba rebateu o que considerou ser uma ilação feita por Aras e defendeu a atuação do grupo. A discussão sobre a operação ocorre a um mês do prazo para o procurador-geral decidir se vai prorrogar por mais um ano a força-tarefa. 

Ao mesmo tempo, Bolsonaro tem se aproximado cada vez mais de políticos investigados na operação, oferecendo cargos no governo a indicados de alguns alvos de investigações — o que contraria uma promessa de campanha. Na quinta-feira, por exemplo, ele viajou ao Piauí e cumpriu uma agenda pública com o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), que é alvo da Lava Jato. 

Até o momento, o presidente — que se elegeu ancorado na promessa de combate à corrupção e na esteira de defesa enfática da Lava Jato — não se manifestou publicamente sobre as questões referentes à operação. 

Na série de postagens no Twitter, intitulada “Combate à corrupção/A Verdade”, Bolsonaro disse que “o maior programa de combate à corrupção” foi executado por ele ao não lotear cargos estratégicos, como por exemplo as presidências das estatais, segundo o presidente. 

“A Polícia Federal goza de total liberdade em sua missão”, afirmou, ao repetir que em breve o efetivo da corporação será aumentado. 

Em uma crítica ao ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro, seu ex-ministro da Justiça e atual desafeto, o presidente destacou que com a troca do titular da pasta, “como por um passe de mágica, várias e diversificadas operações foram executadas”. 

 

Foto: reprodução/Twitter 

“A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, quase triplicou a apreensão de drogas com o novo ministro”, disse, referindo-se à gestão do novo ministro da Justiça, André Mendonça. 

Embora não se declare candidato, Moro é apontado como um potencial adversário do presidente na sucessão de 2022. Ao deixar o governo em abril, o ex-juiz acusou Bolsonaro de buscar interferir politicamente na PF. 

Bolsonaro conclui seus comentários na rede social afirmando que o governo está “há 18 meses sem qualquer denúncia de corrupção” e que isso tem incomodado parte da imprensa e os derrotados nas eleições de 2018. 

R7 

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Campanha de vacinação contra o sarampo começa nesta segunda-feira (3) no RN

02/08/2020

Objetivo da Sesap é imunizar pessoas de 20 a 49 anos de idade de todo o estado.

Por G1 RN — Natal

Campanha de vacinação contra o sarampo começa nesta segunda-feira (3) — Foto: JL Rosa/Sistema Verdes Mares

Campanha de vacinação contra o sarampo começa nesta segunda-feira (3) — Foto: JL Rosa/Sistema Verdes Mares

A campanha de vacinação contra o sarampo tem início nesta segunda-feira (3) e segue até o dia 31 de agosto no Rio Grande do Norte. O objetivo da Secretaria Estadual de Saúde Pública é imunizar as pessoas de 20 a 49 anos de idade contra a doença que voltou a circular no Brasil. 

"A vacinação é a principal forma de proteger a população contra o sarampo, interrompendo a cadeia de transmissão do vírus, reduzindo a incidência e gravidade da doença nesse público-alvo", conta a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Katiucia Roseli. 

Cerca de 1,5 milhão de pessoas se encontram nessa faixa etária no estado. A meta é vacinar 95% desse público e, para atingi-la, é necessário que todos os serviços de saúde das redes estadual e municipais estejam mobilizados para a vacinação. "Nesse momento, ressaltamos a importância de atualizar o cartão de vacina, mas lembramos que durante qualquer período do ano essa população terá acesso à vacina", reforçou Katiucia. 

 

Em 2019, o Rio Grande do Norte registrou 11 casos de sarampo, sendo dois importados. Neste ano, o estado não registrou nenhum caso da doença e também não há nenhum caso em investigação. 

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Alerj pede ao STF que não suspenda processo de impeachment de Witzel

02/08/2020

O pedido foi encaminhado na noite deste sábado ao supremo

Governador do RJ, Wilson Witzel

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de reconsideração da liminar concedida pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, que suspendeu o processo de impeachment do governador Wilson Witzel na Casa. 

No documento, protocolado neste sábado (1º) à noite, a Alerj argumenta que tem cumprido a Lei Federal 1.079/50, que regulamenta o julgamento de crimes de responsabilidade. Além disso, ressaltou a interpretação do STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 378, que orientou o rito de impeachment da presidente Dilma Roussef, em 2016. 

A liminar foi concedida na segunda-feira (27) pelo ministro Dias Toffoli, durante o plantão no recesso do judiciário e suspendeu a comissão especial da Alerj, que analisa a denúncia contra Witzel. Na decisão, o presidente do STF determinou a formação de um novo colegiado que leve em conta a proporcionalidade das bancadas na Casa. 

Agora, com o fim do recesso, o pedido de reconsideração, será analisado pelo relator original do processo, ministro Luiz Fux. De acordo com a Alerj, a comissão foi formada a partir da indicação dos integrantes pelos líderes partidários, o que para a Casa, garante a representação de todas as legendas com assento no legislativo, conforme determina a legislação federal. Para a Alerj, não houve qualquer conflito entre bancadas. O recurso acrescenta que o acórdão do STF sobre o tema afirma que tanto a eleição dos membros da comissão em plenário, quanto a indicação pelos líderes atendem aos critérios para a formação do grupo. 

A Casa lembrou que na decisão que negou a suspensão do processo, o desembargador Elton Martinez Carvalho Leme, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), aceitou os esclarecimentos prestados pela pela própria Casa e reconheceu que foram observadas todas as exigências legais. A Assembleia Legislativa Casa argumentou ainda que a decisão sobre o afastamento ou não do governador cabe ao conjunto dos deputados em plenário, uma vez que a comissão possui caráter apenas opinativo. 

A decisão de entrar com o recurso foi tomada por unanimidade em reunião dos líderes partidários no início da tarde da terça-feira (28). No dia, o presidente da Alerj, deputado estadual André Ceciliano, reafirmou a confiança em tudo o que foi feito na composição da comissão e na definição do rito, que seguiram a legislação. Para o parlamentar essas medidas determinam a participação de todos os partidos, e permitem a formação da comissão por indicação dos líderes. Ceciliano disse ainda que estava garantido o direito à ampla defesa do governador. 

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Cápsula da SpaceX retorna à Terra após dois meses em órbita

02/08/2020

Bob Behnken e Doug Hurley chegaram à Estação Espacial Internacional em 31 de maio; pouso ocorreu na tarde deste domingo no Golfo do México

Robert Behnken e Douglas Hurleya a bordo da SpaceX

A cápsula da SpaceX que levou dois astronautas norte-americanos à Estação Espacial Internacional no fim de maio retornou à Terra na tarde deste domingo, 2, após pouco mais de dois meses em órbita. O jornada noturna de volta com os tripulantes Bob Behnken e Doug Hurley durou 21 horas e o pouso ocorreu às 15h49 (horário de Brasília) no Golfo do México, na costa de Pensacola, na Flórida. 

No dia 30 de maio, o foguete Falcon 9 deixou o solo americano pontualmente às 16h22 e chegou à estação no dia seguinte, às 11h16. Após o lançamento, os astronautas fizeram uma viagem de 19 horas a bordo da cápsula Crew Dragon até atingir o destino. 

Junto com a Nasa, a SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, fez história: pela primeira vez desde 2011, a agência espacial realizou uma missão tripulada saindo dos Estados Unidos. 

Foi também a primeira vez que uma companhia privada lançou astronautas em órbita – até então, apenas as espaçonaves governamentais chegavam a tais alturas. Além disso, foi um voo simbólico: o foguete saiu da mesma plataforma de lançamento do Centro Espacial Kennedy, na Florida, que içou a tripulação da Apollo 11 à Lua. 

“Em nome das equipes SpaceX e Nasa, bem-vindos de volta ao planeta Terra. Obrigado por pilotar a SpaceX “, disse o controle da missão SpaceX durante a queda. Para a sequência de retorno, propulsores a bordo e dois conjuntos de para-quedas trabalharam autonomamente parareduzir a velocidade da cápsula. 

Durante a reentrada na atmosfera da Terra, a concha externa da cápsula resistiu a temperaturas de até 1.926ºC, enquanto Behnken e Hurley, vestindo trajes de voo brancos da SpaceX amarrados dentro da cabine, experimentaram 29ºC. A tripulação passará até uma hora flutuando dentro da cápsula antes das equipes da SpaceX e da Nasa os recuperarem para uma viagem de helicóptero em terra. Lá, a dupla passará por exames médicos antes de um voo para Johnson Space Center em Houston, no Texas. 

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Nove estados e DF podem voltar às aulas nas escolas particulares

02/08/2020

As demais unidades da federação estão sem data definida

Sala de aula

Após cerca de quatro meses com as aulas suspensas, estados começam a sinalizar a volta às aulas presenciais nas escolas. De um lado, melhor equipadas, de maneira geral, que as escolas públicas, as escolas particulares defendem que estão prontas para uma retomada com segurança. Do outro, há professores e funcionários que não se sentem seguros com o retorno e dizem que a permanência nas salas de aula e uma maior circulação de pessoas nas cidades podem aumentar os casos de infecção por coronavírus. 

De acordo com o Mapa de Retorno das Atividades Educacionais presencial no Brasil, elaborado diariamente pela Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), até sexta-feira (31), havia, no país, um estado com a reabertura autorizada das escolas, Amazonas. Outros nove estados e o Distrito Federal têm propostas de data para retornar às atividades presenciais. São eles: Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, na capital, a prefeitura autorizou o retorno facultativo para algumas séries este mês. As demais unidades da federação estão sem data definida. 

“Na parte operacional já está tudo certo, temos protocolo, a gente já sabe o que fazer. Agora é uma questão política, porque, tecnicamente, já têm as condições sanitárias em muitos locais para voltar. Tem a necessidade das escolas funcionarem para não quebrarem, necessidade dos pais e das crianças. Também, para não prejudicar as crianças do ponto de vista pedagógico. Tem todas essas questões. Agora, a decisão é política”, diz o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira. 

Professores e trabalhadores em educação, no entanto, dizem que não estão sendo consultados para a definição dos protocolos de segurança e que temem um retorno às aulas. “Neste momento, não existe protocolo seguro, não existe. Os órgãos de saúde estão dizendo que é perigoso, que não tem condição, nem com afastamento. Ainda mais criança. Não tem condição de garantir um protocolo completamente seguro”, diz a coordenadora geral da Contee, Madalena Peixoto. 

A questão foi levada para o Ministério Público e para a Justiça em algumas unidades da federação. Segundo levantamento da Contee, no Distrito Federal, o Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinproep-DF) acionou o Ministério Público. Em reunião entre o Ministério Público do Trabalho e a 6ª Vara do Trabalho, ficou mantida a suspensão das aulas presenciais nas escolas do setor privado do DF. Uma audiência de conciliação envolvendo as várias partes está marcada para segunda-feira (3). Em São Paulo, a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) também acionou o Ministério Público do Trabalho contra a volta às aulas, previstas para 8 de setembro. 

No Mato Grosso, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Mato Grosso (Sintrae-MT) notificou os estabelecimentos de ensino da responsabilidade pela garantia da incolumidade física e mental dos professores e administrativos ao convocá-los para a realização de atividades em suas dependências. Na cidade do Rio de Janeiro, os professores decretaram, em assembleia do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro  e Região (Sinpro-Rio), uma greve no início de julho. 

Aulas no Amazonas  

A escola Meu Caminho, em Manaus, retomou as aulas presenciais no dia 6 de julho. Desde então, professores, funcionários e estudantes todos os dias seguem a mesma rotina: checam a temperatura, higienizam as mãos e higienizam os calçados em um tapete com uma solução de água sanitária. Somente então podem se dirigir às salas de aula. Os funcionários receberam máscaras, escudos faciais e aventais. Os estudantes, que têm de 6 a 10 anos de idade, precisam também usar máscaras. 

Os alunos passaram a frequentar a escola de forma escalonada, parte fica em casa, assistindo as aulas de forma remota e parte vai presencialmente. Os grupos se revezam, o que faz com que a sala de aula tenha menos estudantes e seja possível manter um distanciamento entre eles. 

O estado é o único no país a permitir o retorno das aulas presenciais nas escolas particulares. Segundo a diretora da escola Meu Caminho e vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM), Laura Cristina Vital, seguir o protocolo sanitário é fundamental para garantir a saúde. “A execução das medidas sanitárias do protocolo de segurança é uma coisa super importante que precisa ser seguida para que tenhamos o balanço positivo que estamos tendo”, diz. Segundo ela, a escola elaborou também por conta própria um protocolo para ser seguido no local. 

“Mesmo com todo esse processo que a gente precisa seguir, eu acredito que o presencial é fundamental”, diz Laura. “Mesmo que passe alguns dias aqui e outros em casa, nos dias que está de forma presencial, a gente consegue acompanhar e entender como essa criança está se desenvolvendo”, defende. 

Após a retomada das aulas presenciais na rede particular, esta semana, o governo do estado anunciou o retorno às aulas presenciais nas escolas públicas estaduais em Manaus a partir do dia 10 de agosto. Ainda não há data para o retorno no interior do estado. 

“Estamos acompanhando com bastante preocupação”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. A entidade representa os trabalhadores de instituições públicas. A entidade defende que os trabalhadores participem da elaboração dos protocolos e que os governos estaduais e municipais garantam a execução das medidas. “Para isso será necessário mais investimento no setor público”, ressalta. 

Educação infantil 

educação infantil é a etapa que mais sofre com a suspensão das aulas presenciais, dentre outras razões pela dificuldade de oferecer educação remota a bebês e crianças da creche e pré-escola, etapa que vai até os 5 anos de idade. 

Levantamento feito pela Fenep mostra que, em média, a inadimplência no setor chegou a 35%, sendo que o cancelamento de matrículas ocorre em maior proporção na educação infantil. De acordo a análise dos dados da pesquisa, dois terços dos estudantes poderão abandonar as creches particulares neste ano, o que reflete em aproximadamente 1 milhão de crianças fora da escola, levando ao fechamento de instituições de ensino privadas. 

“A nossa posição é que os estados que estão com baixas estáveis [de contágio pelo coronavírus] devem reabrir [começando] pela educação infantil. As crianças de 4 sofrem danos psicológicos muito grandes porque não têm estrutura psíquica para lidar com o que está acontecendo”, diz a presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Celia Moreno Maia. 

Segundo Celia, a partir dos 4 anos, as crianças são capazes de usar máscaras, de internalizar hábitos de higienização e de cumprir o distanciamento. Além de atender as necessidades das crianças, Celia defende que a reabertura impactará a rotina dos pais. “Os pais estão enlouquecidos. Alguns já tiveram covid, as crianças já estão com imunidade. Pais que estão de home office precisam fazer a comida, dar banho, colocar para dormir. Crianças nessa faixa etária demandam atenção o tempo todo. Isso está levando a um estresse familiar. Temos condições de amenizar essa situação reabrindo as escolas de educação infantil, com critérios [sanitários]”, defende. 

Análise caso a caso   

Segundo a pneumologista Patrícia Canto, que é assessora da vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cada município e cada estado precisa, entre outros critérios, avaliar se há queda de taxa de transmissão do coronavírus sustentada, se há leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) disponíveis e se o sistema hospitalar pode dar conta de possível aumento de casos. 

A volta às aulas, segundo ela, precisa ser acompanhada pelas autoridades e, se houver sinal de contágio em uma sala de aula, o profissional de educação ou aluno precisa ser afastado e testado. Se houver um caso em uma sala, a sala inteira precisa entrar de quarentena, cumprindo isolamento para evitar a transmissão do vírus. 

“A situação do retorno é muito complexa e coloca em risco maior não as crianças, [mas os adultos]. Pelos estudos, até o momento, os menores de 9 anos transmitem menos e tem casos menos graves na maioria das vezes, embora também possam adoecer. Mas a partir dos 9 anos de idade, os estudos mostram que aumenta a taxa de transmissão e risco de transmitirem aos adultos seria maior”, diz. 

Patrícia diz que é preciso um protocolo rígido e considerar diversas situações, como por exemplo, professores que trabalham em diferentes escolas, com diferentes condições de cumprir os cuidados com higienização pessoal e do ambiente. Esses professores vão circular entre essas escolas. Além disso, é preciso considerar, em regime alternado entre estudantes com aulas presenciais e estudantes em aulas remotas, que todos tenham acesso às aulas pela internet ou outros meios. Professores, funcionários e estudantes que façam parte de grupos de risco, não devem retornar às aulas presenciais. 

“É importante que seja um cenário muito controlado, é importante que tenha medidas de vigilância muito focadas nas escolas e é importante que a gente não esqueça a segurança dos trabalhadores, dos pais e dos próprios alunos”, diz, Patrícia, que acrescenta: “A gente tem um contingente de crianças que está sofrendo, exposta à violência doméstica, a insegurança alimentar, porque a escola oferece alimento diário. Tem risco de evasão escolar, a gente sabe que pode ter uma maior evasão e crianças que vamos perder e não vão mais retornar às escolas. É uma situação muito complexa que precisa ser analisada caso a caso, município a município”. 

Na semana passada, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz lançou um manual sobre biossegurança para a reabertura de escolas no contexto da covid-19. Patrícia destaca que só se pode pensar em um retorno, obedecendo a várias variáveis, nos locais onde há uma descedente da curva de transmissão do coronavírus e onde essa queda é permanente por, no mínimo, 14 dias. 

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Fiocruz lança manual para reabertura segura das escolas

02/08/2020

Material destaca necessidade de boas práticas de biossegurança

Sala de aula vazia.

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz) lançou, nesta sexta-feira (24), um manual sobre biossegurança para a reabertura de escolas no contexto da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. 

Com linguagem acessível, o manual traz orientações para retomada das aulas em segurança, além de informações sobre questões sanitárias e formas de transmissão da doença. O manual destaca ainda a necessidade de implementar boas práticas de biossegurança que contribuam para promover a saúde e prevenir a doença nas escolas. 

A coordenadora-geral de Ensino Técnico da escola, Ingrid D’avilla, integrante da equipe que elaborou o manual, disse à Agência Brasil que o material está disponível no site da unidade e em alguns portais da Fiocruz, como a Agência Fiocruz de Notícias e o Observatório Covid-19 Informação para Ação, cujo objetivo é disponibilizar informações sobre a covid-19. 
 
Com a atualização contínua das pesquisas sobre a doença, o documento deve ser também frequentemente atualizado. Por isso, a opção foi disponibilizá-lo em formato digital, disse Ingrid D'avilla. 

Seções 

O manual é dividido em quatro seções, e a primeira aborda a própria covid-19. De acordo cm Ingrid, muitos protocolos lançados pelas secretarias municipais e estaduais de Educação e também pelo Ministério da Educação nem sempre traziam informações sobre a doença em si. “[Faltava] o que elas [escolas] precisavam saber sobre a covid-19, as formas de transmissão do vírus”, destacou. 

Na primeira seção, a equipe da EPSJV trabalha com a atualização científica da covid-19. “Discutem-se fundamentos científicos importantes para a tomada de decisão, com ênfase nos marcos legais e educacionais vigentes no país, e também a partir de conceitos da biossegurança e da vigilância, temas que estruturam o trabalho”, disse a coordenadora da escola. Outro destaque da seção é a articulação intersetorial para constituição de políticas no âmbito da educação. 
 
Na segunda parte, há disposições sobre como organizar o ambiente escolar para as atividades presenciais. “Fala sobre uso de máscaras, atendimento ao público, como organizar a porta de entrada, as salas de aula, laboratórios, água, alimentação escolar. Fala dos aspectos mais de disposições gerais da organização”, acrescentou. 

A terceira seção da cartilha trata dos deslocamentos, indicando atitudes individuais em transportes que podem ajudar a proteger vidas. 

A última parte do manual fala da saúde do trabalhador da educação e envolve desde os profissionais da limpeza e serviços gerais, de serviços de alimentação e nutrição, até professores e dirigentes das escolas. “Ele é um trabalhador fundamental”, ressaltou a coordenadora-geral de Ensino Técnico da EPSJV/Fiocruz. 

Ingrid informou que, à medida que os estudos científicos trouxerem novos conhecimentos sobre o vírus e sobre a covid-19, o manual será atualizado, levando em conta também publicações e recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Nosso esforço foi tentar fazer, simultaneamente, uma tradução, porque muitos documentos orientadores das escolas estão em outros idiomas, foram publicados por agências internacionais, e também reunir aquilo que já foi publicado em âmbito nacional.” 

Plano local 

Ingrid enfatizou que, ao mesmo tempo que trata de regulamentações, o manual incentiva as escolas a elaborar seu próprio plano de ação. “O que fazemos é disponibilizar os fundamentos técnicos e científicos que podem organizar a tomada de decisão. Mas entendemos que a tomada de decisão é tanto da parte das autoridades municipais, estaduais e federais quanto da direção das escolas.” 

Um exemplo são os rodízios de estudantes, questão que Ingrid considera central. O manual destaca a necessidade de reduzir a exposição de pessoas e de mais controle sobre os riscos biológicos no ambiente escolar. Quanto à forma de efetivar os rodízios, ela disse que cabe às escolas determinar. “É importante haver um retorno gradual, parcial, e com intenso monitoramento. Agora, o formato adotado deve expressar escolha com base na realidade local”, concluiu. 

Diferenças 

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz reconhece, no manual, que a realidade das escolas brasileiras é diferente em termos de infraestrutura, recursos financeiros, força de trabalho, interlocução com o sistema de saúde, entre outros fatores, para que possam conseguir uma perfeita adaptação às orientações. Agencia Brasil.

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PRF apreende 194 mil maços de cigarros paraguaios contrabandeados no interior do RN

02/08/2020

Condutor de caminhão é preso por contrabando em São Paulo do Potengi. Carga tem valor aproximado de R$ 970 mil e estava sendo transportada para Macaíba.

PRF apreende 194 mil maços de cigarros paraguaios contrabandeados no RN — Foto: Divulgação/PRF

PRF apreende 194 mil maços de cigarros paraguaios contrabandeados no RN — Foto: Divulgação/PRF

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 194 mil maços de cigarros de origem estrangeira sem comprovação fiscal na madrugada de sábado (1º), no km 249 da BR-304, em São Paulo do Potengi, município localizado a 71 km de Natal. A carga é avaliada em R$ 970 mil. Um homem de 37 anos foi preso. 

A PRF realizava ronda na região e, ao vistoriar a carga transportada por um caminhão, verificou a existência de cigarros paraguaios contrabandeados. 

De acordo com a PRF, foi a maior apreensão de cigarros no Rio Grande do Norte. 

O motorista relatou aos policiais que foi contratado para levar os cigarros para Macaíba, na Grande Natal, e que receberia R$ 1 mil pelo serviço. Acabou preso pelo crime de contrabando e a ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal em Natal. 

 

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Auxílio emergencial eleva renda e reduz pobreza ao nível mais baixo em 40 anos

02/08/2020

Estudos da FGV apontam que benefício de R$ 600 tirou 1,9 milhão de brasileiros da extrema pobreza e aumentou rendimentos dos trabalhadores. Ajuda custará R$

Benefício reduziu de 4,2% para 3,3% o número de brasileiros que vivem em extrema pobreza

A distribuição do auxílio emergencial de R$ 600 para quase metade da população fez o Brasil registrar entre maio e junho o menor percentual de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza em ao menos 40 anos, e elevou a renda média dos brasileiros em 24%, apontam dois estudos realizados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). 

O primeiro levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), apontou que a população que vive em pobreza extrema — o equivalente a R$ 154 por mês — baixou de 4,2% para 3,3%. São 6,9 milhões de brasileiros nesta condição, ante 8,8 milhões. Já os que vivem em situação de pobreza — R$ 446 por mês —, teve retração de 23,8% para 21,7%. 

Os dados foram retirados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, publicada toda sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE) e que mede o efeito da pandemia no cenário socioeconômico do país. Segundo o pesquisador Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV/Ibre, a redução das taxas de pobreza condiz com o início da ampliação de beneficiados pelo auxílio emergencial. “Tais reduções coincidem com um aumento da cobertura do auxílio emergencial, que passou de um antedimento de 45% para 50% da população entre maio e junho, que beneficiou principalmente os mais pobres”, afirma. 

Outro levantamento apontou que o benefício de R$ 600 aumentou o rendimento dos atendidos em uma média de 24% em comparação ao que recebiam antes da pandemia. Os trabalhadores sem escolaridade foram os principais impactados pelo auxílio, com aumento de até 156% de renda. Segundo a pesquisa do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, o nível de escolaridade é proporcional a renda, ou seja, quanto menos instruído, mais baixo o salário, logo maior o impacto dos R$ 600 na arrecadação mensal. Aos trabalhadores informais, a média de rendimento aumentou 50%. 

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Superlotada, Maternidade Januário Cicco interrompe atendimentos em Natal

01/08/2020

Direção responsabiliza regulação feita pela Sesap pelo colapso.

Inter TV Cabugi

Superlotada, Maternidade Januário Cicco interrompe atendimentos em Natal — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

Superlotada, Maternidade Januário Cicco interrompe atendimentos em Natal — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

A Maternidade Escola Januário Cicco fechou a porta de emergência nesta sexta-feira (31) por causa da superlotação. Na manhã deste sábado (1º), 17 pacientes estavam no corredor da unidade, outras cinco mulheres esperavam por cesárea e 10 bebês estavam em salas de parto ou centro cirúrgico de forma improvisada. A direção da unidade responsabiliza a regulação, feita pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), pelo colapso. 

“A regulação infelizmente não está funcionando como deveria. Nós temos dois hospitais na cidade que são referência para o alto risco: somos nós que somos da UFRN e o Hospital Santa Catarina que é do Estado. O Hospital Santa Catarina recebeu na quarta-feira oito encaminhamentos e nós recebemos 27. Nós não estamos vendo a regulação funcionar. No momento em que nós temos uma regulação que é pra distribuir o excesso d epacientes, mesmo nós estamos lotados nós recebemos 27 pacientes. Eu liguei pessoalmente para o secretário de Saúde do Estado, Cipriano Maia, e para o adjunto, Petrônio Spinelli, e hoje pela manhã eles agendaram para segunda-feira, como se a saúde pudesse esperar’, disse o superintendente da Maternidade, Murilo Britto. 

Em nota, a Sesap informou que a regulação acontece de acordo com a pactuação feita com a MEJC onde a maternidade não receberia pacientes Covid e passaria a atender pacientes da 3ª região de saúde (Mato Grande). 

"Chegamos a esse limite porque não temos mais leitos. A gente colapsou e o nosso objetivo é avisar à população que a nossa maternidade não tem condições de receber mais nenhum paciente. Nós precisamos estabilizar o hospital para poder reabrir as portas", disse Murilo. 

No final de junho o G1 noticiou que a maternidade já sofria com a superlotação e bebês internados em sala improvisada aguardavam transferência para leitos de enfermaria e UTI. 

De acordo com a diretora da unidade, a superlotação é recorrente desde março. "Nós estamos há alguns meses já com superlotação. Desde o final de março quando a Maternidade Januário Cicco fez um acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de receber os pacientes da 3ª região de saúde que nós enfrentamos a superlotação", disse Maria Daguia Dantas. 

Confira a nota da Sesap na íntegra: 

No final do mês de março, a Secretaria de Estado da Saúde Pública reuniu-se com a direção da Maternidade Escola Januário Cicco e o Comitê Materno Infantil do Estado para organizar o fluxo de atendimento a gestantes de alto risco a partir daquele momento tendo em conta a pandemia do novo coronavírus. 

Na reunião, foi pactuado que a MEJC não receberia pacientes Covid e que passaria a atender pacientes da 3ª região de saúde (Mato Grande). Já o Hospital José Pedro Bezerra (HJPB) continuou a receber gestantes de alto risco não Covid da zona Norte de Natal e Região Metropolitana (RM) e Covid do Agreste (1ª região de saúde), Mato Grande (3ª), Seridó (4ª), Potengi/Trairí (5ª) e Região Metropolitana (7ª). 

A pactuação existente antes da pandemia era de que o atendimento na MEJC seria direcionado a moradoras das 1ª, 4ª e 5ª regiões de saúde e zona Sul de Natal e o HJPB a moradoras da zona Norte de Natal, RM e 3ª região de saúde. 

Sesap reforça que está aberta ao diálogo e que se a MEJC optar por passar a atender pacientes Covid, a distribuição de atendimento voltará a acontecer da maneira existente antes da pandemia, com o HJPB atendendo pacientes da região do Mato Grande. Lembra ainda que todas as maternidades de risco habitual do Estado estão com fluxo para atendimento de pacientes com suspeita ou confirmados com o novo coronavírus. 

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RN registra 51.557 casos confirmados de Covid-19 e 1.879 mortes pela doença

01/08/2020

Boletim epidemiológico aponta 102 mortes a mais que no dia anterior, mas Secretaria Estadual de Saúde Pública explica que número é devido a atraso no envio

Por G1 RN — Natal

RN registra 51.557 casos confirmados de Covid-19 e 1.879 mortes pela doença — Foto: Divulgação/Geraldo Bubniak/AEN

RN registra 51.557 casos confirmados de Covid-19 e 1.879 mortes pela doença — Foto: Divulgação/Geraldo Bubniak/AEN

O Rio Grande do Norte chegou a 51.577 casos confirmados de Covid-19 e 1.879 mortes pela doença. O boletim epidemiológico deste sábado (1º) aponta 102 mortes a mais que no dia anterior, mas a Secretaria Estadual de Saúde Pública explica que número é devido a atraso no envio das informações. 

"O alto volume de notificações e confirmações de óbitos no dia de hoje é referente a semanas epidemiológicas anteriores. Um atraso no envio das informações teve reflexo no quantitativo de óbitos reportado hoje pela Sesap em seu boletim de informações para a COVID-19 no estado do RN", informou a secretaria. Ainda de acordo com a Sesap, nas últimas 24h foram confirmados 4 óbitos. 

O RN tem ainda 219 óbitos em investigação, 62.855 casos suspeitos de Covid-19 e 81.364 casos descartados. O número de pacientes recuperados não foi atualizado e segue em 22.901. 

O RN tem 401 pessoas internados por causa da Covid-19, sendo 260 na rede pública e 141 na rede privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 70,72% na rede pública e de 42,48% na rede privada. 

 

O boletim da Sesap aponta que 141.111 testes de coronavírus foram realizados no estado desde o início da pandemia, sendo 63.202 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 77.909 sorológicos. 

 

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Quatro corpos com marcas de tiros são encontrados em meio a dunas em Maracajaú

01/08/2020

As vítimas são três homens e uma mulher.

 Inter TV Cabugi

Quatro corpos foram encontrados com marcas de tiros em Maracajaú — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Quatro corpos foram encontrados com marcas de tiros em Maracajaú — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Quatro corpos com marcas de tiros foram encontrados na manhã deste sábado (1º) em uma área de dunas e lagoas de Maracajaú, no litoral norte do RN. As vítimas são três homens e uma mulher. Um dos corpos estava dentro d’água. 

O delegado Jorge Lobo, que esteve no local, disse em entrevista à Inter TV Cabugi que os quatro foram mortos em um confronto com a Polícia Militar. “Houve um confronto entre a Polícia Militar e esse grupo. Esse grupo, então, uma parte se evadiu para o meio do mato e morreram quatro”, afirmou. 

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que nem o Comando de Policiamento Metropolitano nem do Interior registraram operação envolvendo troca de tiros nesta noite e madrugada em Maracajaú. 

Os familiares das vítimas confirmaram que as mortes aconteceram depois de uma operação policial nesta sexta-feira nas dunas de Maracajaú. Na noite de sexta (31), policiais militares apresentaram na Delegacia de Plantão da Zona Norte munições de dezenas de tipos de armas, celulares, dinheiro e papelotes de maconha, cocaína e crack, que foram apreendidos durante uma ação nas dunas de Maracajaú. 

A assessoria da PM, no entanto, nega qualquer relação, por enquanto, entre a apreensão de munições e drogas, feitas pelo BPChoque, com as mortes dessas pessoas. A PM informou ainda que, em respeito aos familiares dos mortos, vai prestar todos os esclarecimentos necessários aos investigadores e que está à disposição da Polícia Civil. 

Local onde os corpos foram encontrados é de difícil acesso — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Local onde os corpos foram encontrados é de difícil acesso — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

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